top of page

SIGA

  • Facebook Clean Grey
  • Instagram Clean Grey

POSTS RECENTES: 

PROCURE POR TAGS: 

Vamos falar sobre a SAAF - Síndrome de Anticorpos Antifosfolípides?

  • Foto do escritor: Thaisa Busch
    Thaisa Busch
  • 12 de nov. de 2016
  • 3 min de leitura

Eu tenho SAAF!

Diagnosticada através de exames como anticorpos anticardiolipina, anticoagulante lúpico, entre outros, a Síndrome de Anticorpos Antifosfolípides é uma condição de trombofilia ADQUIRIDA de importante diagnóstico não só devido à sua prevalência, mas à sua significativa morbilidade e mortalidade. Os fenômenos trombóticos associados a estes anticorpos incluem trombose no sistema venoso e no sistema arterial, trombose das artérias coronárias, trombose cérebro-vascular, acidentes isquêmicos transitórios, trombose vascular da retina e trombose vascular placentária. De todos estes anticorpos os mais caracterizados são o anticoagulante lúpico e o anticorpo anticardiolipina, sendo os estudos mais recentes sobre a antianexina V. A anexina V, um potente anticoagulante, tem uma elevada expressão nas membranas apicais do sinciciotrofoblasto da placenta, formando uma camada bidimensional sobre os fosfolipides da membrana, evitando assim que esses sirvam de “suporte” para o sistema enzimático da coagulação. A ausência ou bloqueio desta proteína predispõe assim a ativação da coagulação nos espaços intervilositários placentários, contribuindo de forma importante na fisiopatologia do aborto recorrente associado ao SAAF. Estão descritos 2 tipos de SAAF: o primário (que ocorre na ausência de doença subjacente) e o secundário (relacionado com o lúpus eritematoso sistêmico, com outras doenças auto-imunes, com doenças neoplásicas ou com condições patológicas). De forma a facilitar a consistência do diagnóstico de SAAF estão definidas recomendações consensuais relacionadas com os critérios clínicos (trombose vascular e morbilidade obstétrica) e com os critérios laboratoriais (anticorpos anticardiolipina e anticoagulante lúpico). Deve estar presente pelo menos um critério clínico e um critério laboratorial para se fechar o diagnóstico de SAAF.

- Portanto, não é preciso que todos os seus exames deem positivos para que só ai você tenha o diagnóstico. Eu, por exemplo, fiz aproximadamente 20 exames relacionados à trombofilia, onde somente um deu levemente alterado. Esse exame e o meu histórico (perda) já é o suficiente para análise e administração de anticoagulante.

Os testes sorológicos devem ser consistentes e positivos em, pelo menos, duas ocasiões com 6 semanas de diferença, de forma a excluir anticorpos transitórios, como os induzidos pela infecção, e que normalmente não têm tradução clínica. A relativa sensibilidade, especificidade e valor preditivo dos testes clínicos não estão bem definidos, todavia é consensual que a aceitação de títulos elevados de anticorpos antifosfolipides (> 40 GPL) são mais preditivos de doença do que os títulos baixos; títulos de anticorpos anticardiolipina têm relevância clínica; anticorpos anti-beta2-GPI são mais específicos do que os anticorpos anticardiolipina; o anticoagulante lúpico está mais correlacionado com a trombose e é mais importante que os anticorpos anticardiolipina. Com relação aos anticorpos anticardiolipina as IgGs têm maior significado clínico que as IgMs e nenhum teste isolado atinge a máxima sensibilidade e especificidade, pelo que são sempre necessários múltiplos testes para uma correta identificação de doentes com risco de doença vascular.

Uma grande proporção de perdas fetais relacionadas com o SAAF ocorre no 2.º e 3.º trimestres. O aborto espontâneo recorrente (≥10 semanas gestação) está também associado ao SAAF. Ao contrário do aborto recorrente, os anticorpos antifosfolipides estão raramente associados à perdas gestacionais esporádicas e precoces.

A pré-eclâmpsia precoce e grave, a insuficiência útero-placentária e o RCIU são complicações da gravidez de mulheres com SAAF e todas contribuem para maiores chances de parto pré-termo associada a esta trombofilia.

Fonte: diversos artigos pubmed/boletim da SPHM 2006/ site Trombofilia

 
 
 

Comentários


  • b-facebook
  • Instagram Black Round

© 2016 por Thaisa S. Busch. Todos os direitos reservados

bottom of page