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Os exames que deveriam ser de rotina

  • Foto do escritor: Thaisa Busch
    Thaisa Busch
  • 10 de nov. de 2016
  • 5 min de leitura



De acordo com o protocolo médico, os exames para investigação da TROMBOFILIA só são pedidos após perdas recorrentes ou perda gestacional tardias. Revoltante, já que é uma predisposição que pode ser de herança genética (bisavós, tataravós) - e se você não teve contato com os seus e não sabe dessa herança. Tem que perder para descobrir? - ou adquirida, pelo uso de hormônio, no caso anticoncepcionais, os quais usamos anos e anos pensando ser o melhor método preventivo para a mulher. Quem me explicou primeiro foi o obstetra da gestação da Catarina. Quando ele me disse que deveria ser investigado a tal da trombofilia, disse então: - Ai você me pergunta o porque eu não pedi esses exames. E eu te respondo que não estão no protocolo mundial. Isso só é investigado em caso de perdas recorrentes (3 ou mais) ou perda gestacional tardia, após 20 semanas.

A informação foi confirmada pelo Dr. Guilherme que repetiu as mesmas palavras. Desde que ouvi isso, alimentei uma revolta dentro de mim e resolvi falar para todo mundo que pretendia engravidar ou que estivesse grávida para pedir essas guias e fazer esses exames. - Desde então falei para todas, faça, se não der nada, amém, mas se der, pelo menos evitará de passar pelo que passei. E acho que hoje a minha função é essa: - Está planejando uma gravidez, toma anticoncepcional há anos, sabe de casos de trombose na família, peça a guia de exames para seu ginecologista. Ele não quis te dar? Vá em um hematologista, um geneticista.

E sabe o que é mais impressionante? A trombofilia já é tratada com certo distanciamento já aqui, na cidade grande. Conseguem imaginar em cidades afastadas? Li histórias de pessoas que tiveram que perder 2, 3 filhos tardiamente para ai o médico pedir os exames. Que absurdo, meu Deus! Como pode tanto descaso? Sim, eu intitulo como descaso, sabe porquê? Para essas porcarias de médicos, nossos filhos são mais um feto, mais um neném, que se nascer é mérito, se morrer, entra para as estatísticas. E com isso a trombofilia parece ser uma predisposição tão, tão distante... e não é.

São exames de sangue que podem salvar uma vida, a sua vida e a vida do seu filho (a). Sim, a sua também. Sabe o que o Dr. Guilherme disse para o Raul na primeira consulta com o seu jeito meio áspero? - E agradeça por ter sido só a neném, pois sua mulher poderia ter tido uma embolia pulmonar, AVC ou infarto e morrido na mesa.

Então nós também corremos risco. Então, qual o problema de fazer esses benditos exames antes de acontecer algo mais grave? Pagamos tantos meses, anos o convênio sem usar, não é mesmo?


Confira abaixo uma pesquisa que pode ser encontrada no site da Dra. Camila Takase sobre os tipos de trombofilia:


– Deficiência de antitrombina: é a mais rara e a que provoca maior risco de trombose.

– Mutação do Fator V de Leiden: é a mais comum e provoca um risco moderado de trombose.

– SAAF (Síndrome do anticorpo antifosfolípede): é a trombofilia adquirida de maior importância na gravidez. Cerca de 16% dos abortamentos de repetição estão relacionados com essa síndrome.

– Mutação do gene da protrombina: trombofilia de menor risco para trombose

– Deficiência de proteína C e S: risco moderado. Ela ainda diz que durante a gravidez já ocorre naturalmente um estado de “hipercoagulabilidade” do sangue materno para auxiliar na contração uterina e no controle da hemorragia pós parto. É por isso que muitas mulheres portadoras de trombofilia descobrem a doença após alguma complicação na gestação, pois há uma maior chance de produzir trombos que podem obstruir vasos da placenta podendo ocasionar abortos precoces de repetição, óbito fetal, descolamento prematuro de placenta, eclâmpsia precoce, entre outros. Agora vale lembrar que não são todas as paciente com trombofilia que irão desenvolver complicações na gestação, isso ocorre em apenas 0,5 a 4% dos casos.

Mas existem também as futuras mamães que não possuem convênio. O que deixa um pouco mais difícil, já que são exames caros.


Caro, quanto? Segundo levantamento feito pelo UOL em alguns dos principais laboratórios do país (Hermes Pardini, Delboni Auriemo, Lavoisier, Alta, Fleury e A+ Medicina Diagnóstica), os exames custam entre R$ 900 e R$ 3.000.

São sete exames que compõe o painel da trombofilia: proteína C ativada; proteína S; homocisteína; antitrombina 3; gene fator 5; gene da protrombina; mutação do gene metilenotetrahidrofolato redutase C677T e A1298C.

Eles não possuem cobertura do SUS, mas podem ser parcialmente cobertos por alguns planos de saúde -- de acordo com a ANS (Agência Nacional de Saúde) apenas os dois últimos não têm cobertura obrigatória dos planos.

Por Crescer online

Um passo importante foi que a Câmara aprovou no dia 07 de julho (o dia que tive alta no hospital) o projeto de lei 320/2015 que torna o exame de trombofilia obrigatório pelo SUS. A pauta ainda seguirá para segunda votação dos vereadores.

A autoria é da vereadora Patrícia Bezerra (PSDB), que soube dos riscos desse problema por meio da experiência de uma amiga. “Ela tinha abortos recorrentes e então descobriu o problema. Eu nunca tinha ouvido falar. Quando fui atrás, me assustei com a incidência e gravidade da situação”, conta.

Pelo projeto, o exame preventivo seria realizado obrigatoriamente pelo SUS em três momentos: antes da prescrição do primeiro anticoncepcional, no pré-natal e antes da primeira reposição hormonal. Nessas três fases, a probabilidade de a mulher ter trombose é maior. Segundo Mario Macoto, obstetra do Hospital e Maternidade Santa Joana (SP), as gestantes têm até seis vezes mais riscos de produzir trombos. “Existem vários exames para detectar trombofilia, pois ela pode ser hereditária ou adquirida. A solicitação deve ocorrer de acordo com o histórico da paciente e, em alguns casos, há necessidade inclusive de repetir o exame após determinado tempo. É fundamental uma avaliação antes e durante a gestação”, alerta.

Segundo a vereadora autora do projeto, infelizmente essa não é uma prática comum entre os médicos e muitas mulheres sofrem com abortos sem descobrir o real motivo. “Nunca se pede esse exame, a não ser que a mulher tenha óbito fetal, muitos abortos ou descolamento de placenta. Ou seja, só depois que alguma coisa ruim acontece, mas não para prevenir”, diz.

O projeto de lei de Patrícia Bezerra deverá passar por uma segunda votação na Câmara de Vereadores, para, então, ser sancionado. A vereadora afirma que tentará apresentar para segunda discussão ainda neste semestre.


Perigo silencioso Um estudo do Hospital das Clínicas de São Paulo, realizado em 2015, analisou 150 mulheres que tiveram problemas na gestação, como aborto, morte do bebê ou pré-eclâmpsia. O resultado assusta: 60% tinham alguma forma de trombofilia. Por ser uma condição que não apresenta sintomas, torna-se ainda mais perigoso. É preciso ficar atenta a sinais de alerta como inchaço repentino e conversar com o médico caso haja histórico na família.

A trombofilia causa uma maior coagulação do sangue, o que pode ocasionar entupimento das veias, inclusive da placenta. Os grandes riscos na gravidez são aborto, restrição de crescimento do bebê, morte fetal e parto prematuro, além de riscos para a mãe, como embolia pulmonar e pré-eclâmpsia.


Portanto, se possível, informe-se antes de tomar o anticoncepcional, quando a gravidez estiver sendo planejada ou durante. Também fique atenta aos sintomas, como o inchaço repentino. Aquelas gestantes que têm pré-eclâmpsia antes de 34 semanas de gravidez também devem ficar atentas, além de problemas de desenvolvimento, quando a barriga da mãe cresce pouco, já que o bebê não se desenvolve como esperado. São diversos os sintomas que se pode desencadear e os riscos também se agravam com uma gestação gemelar, por exemplo. Então, vamos procurar ser mais criteriosas e exigir um pouco mais dos médicos. Pois garanto, que apesar de toda a tristeza para um médico perder um bebê sob seus cuidados, a dor de uma mãe perder seu filho é indiscutível, incomparável e inenarrável.


Obrigada!

 
 
 

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